Os Afrodisíacos, O Cérebro e o Desejo Sexual

Os seres humanos, ao longo de sua história, sempre buscaram formas de melhorar o desempenho no sexo, uma vez que a atividade sexual é percebida não apenas como um mecanismo de reprodução da espécie, mas também como uma fonte de prazer e bem-estar . Na história humana, uma das tentativas mais frequentes de melhoramento da capacidade sexual é a busca por ingredientes que ajudem a despertar e a aumentar o desejo, os chamados afrodisíacos. Mas, até que ponto, os afrodisíacos realmente funcionam? Existem alimentos que podem “acender” o desejo sexual?

Uma pesquisa publicada na revista Nature, em 1994, demonstrou que há uma relação entre a ingestão de pequenas doses de álcool e o aumento dos níveis de testosterona em mulheres. Isso, a princípio, favoreceria o desejo sexual feminino. Além disso, nível baixo de álcool pode provocar relaxamento muscular e diminuição da tensão emocional. Neste caso, emoções associadas à ansiedade e insegurança podem ser minimizadas, o que pode facilitar a aproximação e a desinibição sexual. O álcool, porém, em grandes quantidades, é associado a inúmeros problemas de ordem física e mental, sendo uma das principais causas de impotência sexual em homens!

Cientificamente falando, portanto, o desejo sexual não pode simplesmente ser despertado ou aumentado por nenhuma substância encontrada em bebidas ou comidas. Alguns alimentos podem aumentar o nível de energia física e mental, resultando em maior disposição para a atividade em geral, seja ela sexual ou não. Nessa categoria estão os alimentos energéticos como chocolate, espinafre, tomate, sardinha, laranja, germen de trigo, batata doce, abacaxi, feijão preto, iogurte desnatado, etc.

O fato é que a química dos alimentos modifica a produção das substâncias utilizadas pelo cérebro para transmitir impulsos nervosos, os neurotransmissores. O cérebro consome cerca de 20% de todo o oxigênio e energia do organismo, nutrí-lo adequadamente pode melhorar a vida em todos os seus aspectos, inclusive o sexual. É por isso, talvez, que a sabedoria popular associe alimentos ricos em zinco como ostras e amendoins à potência sexual. Afinal, o zinco é um ingrediente essencial para o bom funcionamento do cérebro.

Imagem: “O Peso do Pecado” por Antonio Diaz em 1x.com

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Sobre Angelita

Angelita Viana Corrêa Scardua é Mestre em Psicologia Social pela USP/SP, Especialista em Psicologia Junguiana (PUC), pós-graduada em Neurociências e Comportamento (USP). Atua como psicóloga clínica e como professora de graduação e de pós-graduação há oito anos. Possui experiência nas áreas de Desenvolvimento Social e da Personalidade, com ênfase nas experiências características da Vida Adulta e na análise do Imaginário Cultural. É pioneira nos estudos de Psicologia Positiva(Psicologia da Felicidade) no Brasil, sendo autora do primeiro trabalho na área aprovado por banca no país (Mestrado/2003). Coordena grupos de estudo e cursos na área de Psicologia Analítica e Psicologia Positiva. É membro da European Network for Positive Psychology, da International Positive Psychology Association e da International Association for Jungian Studies. Colabora com o site junguiano Symbolon. É coordenadora do projeto Papeando Com a Psicologia - Temas do Cotidiano.

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