A Vida Começa Aos 50

Por Claudia Feliz

Jornal A Gazeta/ES – 01/03/2009

Uma mulher prepara-se para viajar pelos rios da Amazônia; outra, depois de concluir a faculdade de Psicologia, faz pós-graduação em Arteterapia. No outro lado da cidade, um homem está determinado a correr sua primeira maratona, enquanto outro escreve um livro e busca retomar sua carreira de dentista. Se você acha que não há nada de excepcional nas atividades que essas pessoas desenvolvem, saiba que todas elas deram uma guinada nas suas vidas, colocando em prática todos esses projetos a partir dos 50 anos de idade.

Esses quatro moradores da Grande Vitória são a prova de que é possível dar um outro curso à vida numa fase em que muita gente opta por desacelerar ou, até mesmo, estacionar, vestindo, literalmente, o pijama após a aposentadoria. É certo que, para muita gente, não é fácil reaprender a viver e pensar em estratégias novas na chamada meia-idade, uma fase mais propensa à crise, em que costuma predominar uma certa sensação de finitude.

Chance
Crise que, como lembra a psicóloga e mestre em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo, Angelita Scárdua – que pesquisou desenvolvimento adulto e felicidade – é uma grande chance de nos tornarmos inteiros. Basta ter coragem para abrir mão de velhos papéis. “Nossa cultura encara a aposentadoria como fim da vida produtiva, fim de carreira no sentido exato da palavra”, diz.

A crise de meia-idade na verdade tem origem aos 35 anos, e tem nome próprio: metanoia. Entre 40 e 45 anos, os sintomas tornam-se mais intensos. É quando muita gente passa por processos transformadores, que culminam aos 50 anos.

Angelita lembra que a fase até os 50 anos é marcada pela necessidade que as pessoas têm de corresponder às expectativas do mundo externo. As energias são canalizadas para tudo o que pode lhes conferir identidade social: profissão, trabalho, formação de uma família, necessidades regulamentadas por normas da cultura. Vive-se em função dos outros: filhos, marido, chefe, subordinados.

“Aos 35, 40 anos, algumas coisas começam a se passar na cabeça da gente. Pensamos: Será que eu deveria ter feito algo algo diferente? A vida começa a mostrar que não é plena. Muita gente começa a repensar emprego, casamento”, diz a psicóloga. Nessa fase, os filhos, crescidos, começam a sair de casa. E aí o casal tem que se ver como casal.

Como nem todo mundo tem coragem de abraçar o chamado e mudar a própria vida, o nível de ansiedade nesta fase pode ser tão intenso a ponto de gerar doenças. Depressão e diabetes são sintomas. “É como se o ser humano que existe dentro da gente começasse a nos cobrar, perguntando: quando é que nós vamos viver para nós mesmos”.

Mulheres livres, mas menos desejadas aos 50
As brasileiras se sentem verdadeiramente livres após os 50 anos – depois de uma vida cuidando de marido e filhos –, porém também invisíveis ao desejo masculino. Os depoimentos fazem parte da pesquisa realizada pela antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mirian Goldenberg, para o livro “Coroas: corpo, envelhecimento, casamento e infidelidade”. Segundo a autora, as mulheres com mais de 50 declararam que, pela primeira vez, se sentiram livres para cuidar de si, pois cumpriram todas suas obrigações sociais. Mas sofrem com a indiferença dos homens quanto a sua sexualidade. Num relato, uma entrevistada conta que, após os 50, não recebeu mais nenhuma cantada ou elogio, comuns na juventude. “Parece que fiquei invisível”. Mas Mirian Goldenber vislumbra outra realidade para a geração que foi jovem nos anos 60 e começa a envelhecer agora. “É a geração que reinventou sexualidade, casamento e família. Ela não aceitará o imperativo: ‘seja um velho!’, ou qualquer outro tipo de rótulo, que sempre combateu”.

Disposta a conhecer o novo
A francesa Evlyne Antoina Gobira, mãe de quatro filhos, veio para o Brasil na década de 80, já movida por uma necessidade de não se manter acomodada. Não revela a idade, detalhe com o qual, garante não se preocupar, mas já passou dos 50. “Eu corro atrás da felicidade”, diz ela, que se prepara para fazer uma viagem que a levará, numa embarcação, de Belém a Manaus, antes de retornar a França, depois de algumas décadas no Brasil. “Decidi mostrar aos francesas o que aprendi aqui, onde estou de novo, a passeio: carinho, gentileza, atenção”. Evelyne, que deixou a antiga Companhia Siderúrgica de Tubarão, hoje Arcelor Mittal, onde atuou como tradutora e intérprete, quando decidiu redescobrir seu país, visitou a Índia, a Itália, o Peru, o Chile e a Argentina, sempre disposta a conhecer o novo. “Pouco antes dos 50, eu voava de parapente. Tem um ditado que diz que todo ano devemos conhecer algo novo. E é isso que eu me proponho a fazer”. A pior coisa que existe no mundo é acomodação, diz ela.

“Estou sempre começando”
Aos 59 anos de idade, Marcos Lima e a mulher se separaram após um casamento que havia durado 35 anos. Antes disso, porém, Marcos já havia experimentado algumas mudanças. Como a de deixar uma carreira de executivo, numa gravadora – a Sony –, trocando a rotina estressante pela vida no campo. Marcos tinha, então, 48 anos e foi morar com a mãe de seus três filhos, num sítio, em Santa Teresa. “Quando a gente se permite, faz, aprende a simplificar as coisas”. E esse homem, que, afirma, deseja muito ser feliz, agora, aos 62 anos, vive um novo processo nessa busca de felicidade: está atualizando-se para retomar sua carreira de dentista, que abandonou em 1979. Está também escrevendo um livro, que inclui história da imigração italiana e um pouco de misticismo. “Não tenho medo da velhice. Estou sempre começando, e acho isso muito legal”, diz ele.

Curso superior aos 54 anos
Aos 49 anos, Marilene Horta Alves Barbosa se aposentou como auxiliar administrativa. Aos 54, casada, sem filhos, pôde, finalmente, colocar em prática, um desejo que a vida, até então, não lhe permitira colocar em prática: cursar uma faculdade. Fez vestibular numa faculdade particular para Psicologia – admite que só não disputou vaga na Ufes por insegurança. Formada cinco anos depois, ela não parou de estudar, e hoje frequenta uma pós-graduação em Arteterapia, paralelamente ao seu trabalho como voluntária na área de Psiquiatria do Hospital da Polícia Militar. “Estudar sempre foi um sonho para mim. Ao me aposentar, eu não queria parar. Precisava me sentir útil”, diz Marlene, que recebeu o incentivo do marido, artista plástico. No início, diz ela, ele até comentava que havia “perdido a mulher” para o estudo, mas Marilene não tem dúvidas de que sua decisão só contribuiu para melhor a relação a dois. “A gente passou a se compreender mais, a valorizar mais o lado bom que cada um de nós tem”, diz ela.

Imagem: “Muita Diversão” por JBA, em 1x.com

15 comentários sobre “A Vida Começa Aos 50

  1. gostaria muito, de receber dicas, de como se preparar para uma faculdade de picicologia, tenhu 15 anos, e estou no primeiro colegial, então, quero começar des de já com meu preparo, se puder me ajudar muiito obrigada , li o textos e gostei, realemente tudo issu é a mais pura verdade !

  2. Olá Carol,

    o preparo para a faculdade de Psicologia vai depender, em grande parte, da instituição na qual você está pensando em estudar. Explico!

    O currículo dos cursos de Psicologia variam muito de uma Faculdade para outra. Num curso de Psicologia você estudará disciplinas que possuem influência de diversas áreas do conhecimento: de estatística à antropologia; de biologia à história; de neurociência à filosofia. As instituições, contudo, organizam essas disciplinas de forma diferenciada.

    Assim, há instituições de ensino que privilegiam a abordagem mais experimental e biológica da Psicologia. Nesse caso, se prepare para ter um contato mais próximo com disciplinas associadas às áreas de estatística, fisiologia e neurociências. Outros cursos de Psicologia dão forte ênfase às humanidades, então há um foco mais efetivo em disciplinas ligadas às Ciências Sociais, com influências mais claras da Antropologia, Sociologia, Filosofia, etc. Alguns cursos de Psicologia são muito influenciados pela vertente psicanalítica, então há um maior aprofundamento no estudo da Psicanálise. Outros cursos possuem uma vertente mais sociopolítica da Psicologia e priorizam os aspectos sociais e históricos do conhecimento.

    O fato é que para fazer Psicologia tem que gostar muito de ler. Lê-se muito num curso de Psicologia! Apesar de durar cinco anos, os quatro primeiros anos do curso são essencialmente teóricos. Sugiro a você, Carol, a leitura do livro: Psicologias: Uma Introdução ao Estudo de Psicologia. O livro é de autoria dos psicólogos e professores Odair Furtado, Ana Maria Bahia Bock e Maria de Lourdes Teixeira. Como é um livro feito para o segundo grau, ele tem uma linguagem bem acessível e é uma boa introdução para se compreender um pouco de como a Psicologia é no Brasil. Lembre-se, porém, que a Psicologia no resto do mundo, dependendo do país, pode ser ensinada e aplicada de maneira bem diversa do que é feito no Brasil.

    Bom, é isso! Espero que você consiga respostas para as suas dúvidas, e que possa escolher o melhor caminho para o seu futuro profissional. Quando digo “o melhor”, quero dizer aquele que contribuirá mais para que você tenha uma vida plena.

    Agradeço a visita e a leitura. Seja bem-vinda, sempre!

  3. Este assunto é muito interessante e é a realidade, porque todos nos questionamos a respeito da vida, se realmente tomamos decisões acertadas , somente após os cinquenta , porque então temos tempo para pensar e analisar, porque a vida passa rapidamente e muitas vezes por falta de tempo e oportunidades deixamos de fazer muitas coisas que gostaríamos de ter feito.O correto seria fazermos uma analise profunda aos 18- aos 25, aos 35…e ver se realmente estamos caminhando na direção certa, digo para quando chegássemos aos cinquenta , não termos arrependimentos, de não temos feito algo ou ainda de termos feito algo que não deveríamos fazer. Mas enfim , temos de nos perdoar por decisões erradas e perdoar aos outros também muitas vezes. ACREDITO QUE NINGUÉM TEM CULPA NA VERDADE É A FALTA DE TEMPO E A URGÊNCIA, DE NOS MANTER , DIGO ALIMENTAÇÃO, MORADIA, VESTUÁRIO,COISAS ESSENCIAIS , FAZEM TODO MUNDO CORRER MUITO E PENSAR POUCO…

  4. Nossa que delícia ler isso!! Eu que estou aqui com meus quase 49 e parada no tempo com a cabeça a mil querendo fazer algo, me mexer e tentar nao recuperar mas pelo menos nao desperdiçar mais…To pensando seriamente em investir em uma nova profissao..SOu formada em Letras mas acabei vindo para a Suiça e aqui logicamente nao trabalho na area. Meu marido nunca feu faculdade, é portugues e ta so pensando na aposentadoria porque ja nao trabalha mais. Me into uma velha assim desse jeito!! To pensando em fazer odontologia, . Será que seria tarde começar essa bela carreira?? Por favor me ajudem!!!!!! em casa nao tenho nenhum tipo de incentivo…

  5. Olá Sol! Seja bem-vinda! Sendo professora de graduação e de pós-graduação, posso dizer que já tive e tenho muitos alunos com 50, 60 ou mais… Pessoas que já tiveram uma carreira profissional nas mais diversas áreas e depois de aposentadas voltam à faculdade. Alguns desses estudantes vêm à procura de antigos sonhos que foram abandonados na juventude por eles. Alguns sonhos profissionais foram abandonados porque as necessidades da vida prática (as contas para pagar) exigiam adaptação imediata ao mercado de trabalho. Outros foram abandonados porque as expectativas de pais, amigos e sociedade em geral desaconselharam a tentativa de segui-los. Para muitas mulheres na faixa dos 50/60, por exemplo, há também os sonhos profissionais que foram abandonados porque os filhos e o casamento exigiram prioridade, ou simplesmente porque elas preferiram assim. O fato é que muitos sonhos vão sendo abandonados pelo caminho ao longo da vida… Mas é na meia-idade, Sol, entre os 40 e 60 anos, que geralmente temos a chance de retomá-los. É o momento da vida que, em geral, os filhos já estão crescidos, a casa própria já foi comprada e a aposentadoria vai se tornando realidade. Ou seja, nessa época da vida temos a chance de nos colocarmos em primeiro lugar, à frente das obrigações e dos cuidados com os outros. Muitas vezes, também, até estamos satisfeitos com o caminho profissional que seguimos na primeira metade da vida, mas chega um momento em que desejamos experimentar mais, tentar outras coisas, expressar talentos e desejos adormecidos. É assim que, seja para buscar um antigo sonho ou para se aventurar em novos caminhos, nos arriscamos a começar outro projeto profissional. Na minha experiência profissional tenho visto muitas pessoas se (re)encontrarem profissionalmente após os 50/60 anos. Já vi muito alunos se formarem e irem para o mercado de trabalho com 50/60 anos. Mesmo os que não atuam na área em que se formaram depois dessa idade reportam grande satisfação e aprendizado com a experiência de voltar à sala de aula. A aventura de voltar a ser estudante amplia os horizontes, renova os círculos sociais, cria novos vínculos de amizade, revela vocações e capacidades muitas vezes desconhecidas. Resumindo: vale muito à pena!

  6. Amei esse espaço e me senti realmente à vontade diante duma situação na qual estou vivendo, a insegurança da idade, os questionamentos do que fizemos e do que pretendemos fazer nos próximos anos, mas mesmo assim, o que me motiva é pensar que se aos 50 tivermos no mínimo mais uns 20 anos para viver, realmente da para se formar, começar nova carreira e buscar a felicidade… Eu espero recomeçar ainda esse ano, antes um pouquinho dos 50…Acho que vou à tempo!!! Muito obrigada Angelita pelas suas sábias,encorajadoras e doces palavras…Valeu a pena mesmo!!!! Abraçoss

  7. Olá.. Meu nome e Fábio Antunes, tenho 53 anos,moro em uma cidade do interior do RJ, por isto estou pensando em fazer um curso superior a distancia na área de turismo já que moro em uma região turística e amo viajar. Um forte abraço..

  8. ESTOU COM 30 ANOS, SEMPRE QUIS ESTUDAR MEDICINA E TODOS OS CURSOS QUE COMECEI(AO TODO SÃO 4) NUNCA CONSEGUI FINALIZAR, NO MOMENTO TOTALMENTE FOCADA VOU FAZER O VESTIBULAR , SEI QUE O CURSO EXIGE NO MÁXIMO DEZ ANOS PARA CONSEGUIR INDEPENDÊNCIA NA PROFISSÃO E ISSO ME ANGUSTIA UM POUCO POIS TODOS DIZEM QUE ESTOU VELHA PARA ME DEDICAR A ESSA PROFISSÃO.

  9. Priscillla, agradeço pela visita! Quanto a sua angústia… Bom, pense uma coisa: se você viver mais 10, 20, 30, 40 ou 70 anos, os próximos 10 passarão de qualquer forma. Você pode escolher passar os próximos 10 anos de sua vida fazendo algo que você sempre desejou fazer ou não. Além disso, há muitas especialidades médicas nas quias você pode atuar apenas em ambulatórios. Conheço médicos de 80 anos que ainda trabalham como clínicos! Se você deixar de fazer o que você deseja pelo que os outros dizem, talvez daqui a dez anos você se angustie por não ter tentado.

  10. Oi no momento estou sem saber por onde começar, eu me casei muito nova e tive filhos e meu marido nao permitia q eu trabalhasse fora entao fiquei acomodada praticamente e hoje tenho 34 anos e nao tenho meu ensino fundamental completo e meu casamento anda mau das pernas e estou muito triste, angustiada por nao saber por onde começar mesmo sendo nova mas me acho velha demais pra quem nao tem estudos e as vezes aturo algumas coisas por medo de nao conseguir sair p ruas em busca da sobrevivência entendem? Desde ja agradeço sua atençao e agradeço o grande espaço para o desabafo das pessoas obrigada mais uma vez um abraço a todos.

  11. boa tarde!

    tenho 49 anos meu maior sonho e voltar a estudar, mais tenho muita vergonha de me matricular em uma escola regular pois já fiz e fui descriminada por uma professora que era minha conhecida fizemos alguns cursos juntas quando ela me vi-o virou a cara nunca mais falou comigo moro em salvador -Bahia sou casada e tenho 4 filhos meu filho o mais velho tem vergonha diz que não gosta de analfabeto eu não sou analfabeta só preciso retorna meus estudos aguardo uma resposta
    desde já agradeço a atenção

  12. Olá, tenho 50 anos e me sinto frustrada por não ter tido a oportunidade de fazer uma faculdade. Vejo as minhas colegas se aposentando por tempo de trabalho e eu sequer tenho uma profissão definida. Trabalhei como secretária escolar durante muito tempo e nunca tive oportunidade de cursar pedagogia, mas no fundo no fundo nunca tive vocação. Na minha região oportunidade de emprego é educação ou saúde. Agora aos 50 comecei cursar pedagogia à distância mas me sinto insegura fico me perguntando se vale a pena na minha idade. Me ajudem por favor, na verdade fico preocupada com o que as pessoas vão pensar de mim. Obrigada

  13. Ola Adriana,a minha situaçao foi parecida com a tua,casamento filhos e a dependencia financeira do meu ex.marido sem contar a falta de apoio qdo eu queria trabalhar,com 35 anos e 17 de casada e sem nenhuma experiencia profissional sem contar o pouco estudo que tinha,meu casamento tb estava pessimo mas o medo de enfrentar a vida sozinha me aprisionava até que um dia decidi procurar emprego,por sorte tive ajuda de ujma amiga de infancia q me deu um emprego de operadora de caixa em uma farmacia,apartir dali vi que valia para muita coisa,me surpreendi comigo mesma pois nem eu mesma acreditava que poderia viver fora da redoma que me “protegia” do mundo,nao nego que tive muitas dificuldades e sofri muito mas conheci uma mulher que antes ñ conhecia,uma mulher corajosa e valente.Hoje tenho 56 anos infelizmente ñ pude estudar o que eu queria por “Ns” motivos,mas moro fora do Brasil e qdo olho para traz e vejo todo o caminho que percorri me sinto orgulhosa de mim mesma e quero te dizer que vc é muito jovem e tem muita vida pela frente,independente de continuar casada ou nao vc pode e deve viver a tua vida pq ninguem vai viver por vc,força e coragem todos temos só é preciso busca-la dentro de nós mesmos.Abraços.

  14. Olá, Tenho 54 anos e consegui entrar em Psicologia, numa faculdade particular,estou com muitas dúvidas, sobre se devo ou não cursar nesta idade em que me encontro.Agradeço, obrigada

  15. Gostei das perguntas, respostas, e gostaria de fazer uma faculdade, pensei em história. Será difícil conseguir emprego depois de formada?

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