Dinheiro curto, amor de sobra

Por Abdo Filho

Jornal A Gazeta/ES – 18/01/2009

Todo relacionamento passa por crises. Pequenas ou grandes elas sempre estão presentes. Se em um ambiente de normalidade os desentendimentos atormentam, imagine o que pode acontecer durante uma turbulência financeira como a que estamos vivendo hoje. Sem dúvida os atritos matrimoniais têm tudo para serem potencializados, e a pergunta que fica é: o que fazer para o meu relacionamento passar ileso?

Você pode ainda não ter parado para pensar, mas os percalços que uma crise financeira desse porte pode trazer não são poucos. As demissões, que não param de ser anunciadas pelas empresas, podem atingir você ou o seu companheiro. Por uma infelicidade ainda maior podem ser os dois. Com uma renda menor, você pode se ver obrigado a demitir a sua empregada doméstica, e as tarefas da casa terão que ser divididas. Enfim, uma série de problemas, que não estavam previstos, precisarão ser contornados sem que o casamento saia arranhado.

Para os especialistas ouvidos por A GAZETA, o diálogo é o remédio mais eficaz nessas horas. “Uma união entre duas pessoas que seja baseada no afeto genuíno, no diálogo, na compreensão, na cumplicidade e na disposição para aprender é capaz de resistir a mais dura das crises. O mais forte alicerce para um casamento feliz não é o dinheiro e sim o tempo. Casais que priorizam a relação investindo em afeto, atenção e tempo nos parceiros, e neles mesmos, constroem relações mais saudáveis e, consequentemente, nn mais felizes”, ensina a psicóloga Angelita Scardua, especialista em Psicologia da Felicidade.

Olho no orçamento

Mas um pouco de equilíbrio na hora de gastar o dinheiro não faz mal a ninguém. É o que destaca a psicóloga Kirlla Dornelas, especialista em relacionamentos interpessoais. Para ela, ter objetivos em comum ajuda no planejamento dos gastos, na divisão das tarefas e na gestão das finanças.

“É preciso que haja sinceridade sobre a situação financeira. Assim fica mais fácil tentar um equilíbrio entre o casal e a maneira que cada um entende como gastar o dinheiro. Em tempos de crise é fundamental se perguntar: ?Qual é o impacto dessa compra no meu orçamento??”, ressaltou.

O economista Cláudio Carvajal, estudioso em finanças, afirma que o ideal é elaborar um planejamento familiar. “Para que o casamento não acompanhe a crise financeira, o casal deve criar o hábito de elaborar o planejamento familiar, estabelecendo metas e regras que deverão ser cumpridas pelos dois. O casal deve fazer o controle mensal do orçamento. Rever o planejamento mês a mês e avaliar a necessidade de fazer alguns ajustes. Havendo um acordo entre o casal, a disciplina financeira pode ser alcançada”.

O especialista em Matemática Financeira Marcos Crivelaro ressalta a união entre planilhas e diálogo. “A união deve ser mantida para controlar os gastos de maneira criteriosa. Além disso, é preciso perceber que não é na compra de presentes que reside o amor. Mas sim, no diálogo e no pacto para sair da crise financeira”, finalizou.

Os números do divórcio

231.329 separações
Foi o número registrado em 2007 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

75,9% consensuais
Os dados do IBGE mostram que o brasileiro se separa sob consenso.

40% por dinheiro
Uma pesquisa do Instituto Gallup feita nos EUA mostrou que o dinheiro é o pivô de boa parte das separações que acontecem no país.

30.847 separações
Era o número absoluto de separações legais de 1984, no Brasil. Ele subiu mais de 200% em 23 anos.

36,2 mil processos
É número de divórcios da Carolina do Norte em 2008. O menor da última década.

50% desistiram
Dados mostram que metade dos casais norte-americanos que queriam se separar desistiram depois da crise.

Dívida mantém casal junto nos EUA
Se por um lado os casais precisam dialogar muito para manter o casamento durante a crise econômica, por outro a turbulência está forçando casais a permanecerem juntos. É o que mostra um levantamento feito pela Academia Americana de Advogados Matrimoniais, nos EUA.

Em uma proporção de quase 2 para 1, seus afiliados assistem a uma queda em pedidos de divórcios devido à recessão. E, para quem insiste na separação, a briga agora é para ver quem não vai ficar com a casa – e as dívidas que vêm com ela. A última vez que um fenômeno como esse aconteceu foi no final da década de 1970 e início da de 1980.

No Estado da Carolina do Norte, por exemplo, houve 36,2 mil pedidos de divórcio até 30 de novembro passado – o menor número da última década. Segundo os especialistas, vários clientes estão simplesmente pobres demais para se divorciar, afinal, é mais caro manter duas casas separadas do que dividir uma. Por conta disso, suportam a situação e se mantêm casados.

Fora situações extremadas, o dinheiro costuma ser o pivô de vários divórcios. Desavenças sobre o rumo dos gastos invariavelmente aparecem. Depois de ouvir 1,5 mil casais recém-divorciados, a conclusão do instituto Gallup é de que 40% deles se referem ao dinheiro como o principal motivo das brigas que levaram àquele desfecho. O levantamento, feito nos EUA, ajuda a dimensionar o problema – e lança luz ainda sobre sua principal causa. A maioria dos divorciados jamais havia feito alguma espécie de planejamento financeiro em comum.

No Brasil, de acordo com dados do IBGE, para cada quatro casais que disseram “sim” diante do altar no ano de 2007, um matrimônio terminava em divórcio. Foram 231.329 separações ao todo naquele ano.

Antes de tudo, é preciso ser franco:

Como cada um vê o dinheiro Se o dinheiro é um valor muito importante para você, diga logo, de preferência antes de casar: “O dinheiro é um valor muito importante para mim. Eu me preocupo com dinheiro. Gosto de ganhar dinheiro. Tenho medo de ficar com pouco dinheiro”. Ou diga que não, se não for assim. O essencial é não parecer, em relação a dinheiro, uma pessoa que você não é.

Como cada um gosta de lidar com dinheiro Exponha, com a mesma franqueza, de que maneira você prefere tratar o dinheiro que entra no caixa familiar. Você gosta de poupar? Quer construir um patrimônio? Você prefere trocar dinheiro por conforto? Acha que o dinheiro deve funcionar mais como instrumento para a realização de desejos pessoais ou como reserva de valor?

Qual é a real situação econômica do casal É fundamental que os dois integrantes do casal analisem com o máximo de realismo de quanto dinheiro dispõem, e com quanto podem contar no futuro. Só assim será possível gastar e poupar de forma racional, administrar os objetivos com eficácia e evitar decepções que resultam em brigas. A palavra de ordem é não esconder nada ? nem a abundância e nem a escassez.

Como as responsabilidades podem ser divididas Gerir o dinheiro, dentro de um casal, é tarefa para dois ? por mais que a administração direta esteja nas mãos de um ou de outro. É pura ilusão achar que só o homem ou só a mulher resolvem, quando são os dois que gastam.

Qual é o espaço de cada um Combinem, com espírito aberto e pés no chão, quais os direitos individuais de cada um quanto à posse e à utilização do dinheiro do casal. Por mais que um casal se entenda e se ame, cada pessoa é uma pessoa; é vital, assim, que cada um tenha o seu espaço próprio quanto ao dinheiro, e que o outro respeite de verdade esse espaço. O que não for utilizado nas necessidades e objetivos comuns da família pode, perfeitamente, ser dividido entre os dois integrantes do casal, da maneira que ambos acertarem. Serve, até, para que cada um saiba com o que contar em caso de separação.

Fonte: psicóloga e consultora Victoria Felton-Collins, em seu livro “Casais e Dinheiro”

Amor com amor se paga
Dicas de psicólogos e de economistas para o casal administrar as contas em tempos de crise financeira

1. Quando um passa a ganhar mais do que o outro, o que deve acontecer com a divisão do orçamento e das despesas?

O que diz o economista Marcos Crivelaro: Quem ganha mais paga mais. Quem paga o quê? Mulheres, geralmente, gostam de pagar via internet. E os homens, também geralmente, gostam de manter a fama de chefe, de mantenedor da família. Exemplos em que o homem, de forma geral, se sentiria à vontade em pagar: restaurantes, feira livre, happy hour e estacionamentos. Mulher: supermercado, cartão de crédito. Mas isso varia muito, e deve ser combinado caso a caso, conforme o desejo do casal.

O que diz a psicóloga Kirlla Dornelas: O dinheiro é visto como parte de um retorno de um esforço individual, porém um casamento tem como pressuposto que há objetivos e interesses comuns. Isto é, o orçamento do casal deve ser conjunto, definindo-se como que será a participação de cada um nas despesas e investimentos. O aumento de receita geralmente gera o aumento de despesas. O ideal é que o valor do investimento seja igual para que haja uma equidadenn a relação, ou que seja proporcional à receita de cada um.

2. Quando algum parente do marido, por exemplo, precisa de ajuda (ou quando os pais, avós dos seus filhos, precisam de suporte)
Marcos Crivelaro: Se acontecer para um lado da família, isso abre uma “jurisprudência” para o outro lado. A não ser em casos de clara fatalidade! Avalie bem o tipo e o volume da ajuda a ser dada. Prejudicar por vários meses o orçamento doméstico próprio para ajudar outros não é correto.

Kirlla Dornelas: Para saúde financeira, é importante que haja um fundo de reserva para situações de emergenciais, algo que o brasileiro ainda não tem como hábito. Além disso, o casal deve conversar sobre o que significa este fundo, a quem e a que ele se destina, para facilitar a decisão quando terceiros pedirem apoio financeiro, e assim evitar ressentimentos.

3. Quando a empregada doméstica deve ser cortada? E o que acontece com a divisão das tarefas domésticas?
Marcos Crivelaro: Em último caso. É melhor reduzir o número de dias trabalhados. O ideal é contratar uma diarista para a limpeza mais “pesada”. Um bom exemplo de divisão de tarefas domésticas: mulher lava louça, homem enxuga. Mulher lava quintal, homem seca. O importante é existir cooperação e presença de ambos nas diversas atividades do lar.

Kirlla Dornelas: Isso depende do orçamento familiar e as prioridades do casal. Quanto às tarefas domésticas, o ideal é que as tarefas sejam compartilhadas de acordo com o tempo de cada um.

4. Quando a mesada do filho tem que ser diminuída, como decidir o papel de cada cônjuge? Como explicar que o dinheiro está curto?
Marcos Crivelaro:ão se deve dizer qual a renda familiar e quem ganha mais à criança, na minha opinião. É importante dizer que, no todo, ocorreu uma redução significativa e que alguns gastos serão cortados. É importante negociar prioridades.

Kirlla Dornelas: A mesada é uma forma interessante de explicar às crianças o valor do dinheiro e como administrá-lo. Então, se o poder aquisitivo da família diminuiu, isso deve ser explicado à criança em uma linguagem compatível com a sua idade. Ressaltando que isso não está relacionado ao que ela representa para os pais, que a diminuição da mesada será a contribuição dela para que o orçamento familiar possa se estabilizar. Ou seja, valorizar a ajuda da criança. É claro que as crianças precisam ser protegidas, porém os pais, muitas vezes, distorcem a realidade, e isso é prejudicial.

5. Quando um dos dois fica desempregado?
Marcos Crivelaro: Dar apoio para que o cônjuge ache uma recolocação rápida e em bases salariais interessantes. Até chegar a esse momento pode ser necessária a utilização de retiradas de dinheiro de aplicações para complementar o orçamento.

Kirlla Dornelas: O trabalho tem um significado emocional importantíssimo para o autoconceito, então a primeira coisa é não usar isso para diminuir a autoestimann daquele que ficou desempregado. Esse é um problema do casal e não somente de quem está sem trabalhar. Deve ser revisto o orçamento, e o casal precisa elencar novas prioridades.

6. Quando há o filho do casal e um filho de outra relação (duas famílias, um só arrimo e necessidade de pagar pensão alimentícia)?
O que diz o economista Cláudio Carvajal: A despesa com filhos faz parte do orçamento familiar, seja a dos filhos da relação atual ou a dos filhos das anteriores.

O que diz a psicóloga Angelita Scardua: Antes de mais nada, pagar pensão alimentícia não é opção, é obrigação! Então, o casal precisa compreender que não há escolha nessas condições. Quando optaram por viver juntos, ambos sabiam da existência de obrigações adquiridas num casamento anterior. Assim, na crise a opção é “apertar o cinto”. O importante é que os cortes sejam equitativos: os filhos dos diferentes casamentos não podem sentir que estão sendo nem mais prejudicados e nem mais beneficiados em relação aos irmãos.

7. Em tempos de crise, o que acontece com o lazer e com os gastos pessoais: compras no shopping no caso dela, equipamento novo para o carro no caso dele? Isso pode?
Cláudio Carvajal: Para que o casamento não acompanhe a crise financeira, o casal deve criar o hábito de elaborar o planejamento familiar, estabelecendo metas e regras que deverão ser cumpridas pelos dois. O casal deve fazer o controle mensal do orçamento. Rever o planejamento mês a mês e avaliar a necessidade de fazer alguns ajustes. Os filhos, especialmente os adolescentes, também devem participar das reuniões sobre o orçamento familiar. Além de ser uma aula de educação financeira para eles, a responsabilidade de ajudar a família a alcançar as metas também é compartilhada.

Angelita Scárdua: Duas palavras chave podem ajudar a superar momentos de crise financeira: Parcimônia e Criatividade. A parcimônia nos ensina que muito do que fazemos com o nosso dinheiro é supérfluo. Quanto à criatividade, ela é a melhor ferramenta para o lazer em tempos de crise. Encontrar novas formas de aproveitar o tempo livre, desenvolver diferentes maneiras de se divertir e de ter prazer são indispensáveis para manter a sanidade física e mental em tempos de “vacas magras”. Quanto mais estresse enfrentamos, mais importante é termos atividades que nos tragam satisfação e prazer. O erro mais comum em nossa sociedade é acreditar que toda e qualquer forma de lazer depende de dinheiro, ou pelo menos de muito dinheiro. Muitas atividades de lazer são acessíveis com pouco ou nenhum dinheiro: ir a parques, à praia, a museus. Para um casal, há sempre a chance de resgatar o romance com um jantar íntimo, ou como surpresa de um para o outro.

8. Quando, para controlar mais as despesas, os dois decidem ter conta conjunta: como administrá-la?
Cláudio Carvajal: Desde que haja um planejamento feito pela família, e um controle mensal em que a conta conjunta seja conferida pelo casal, não deve existir grandes problemas na administração da conta. O mais difícil é escolher as metas (pagamentos de dívidas, aquisição de carro, aquisição de imóvel, viagem) em conjunto. As pessoas possuem visão e opiniões diferentes sobre o que é prioritário. E para realizar qualquer projeto é preciso que incluí-lo no orçamento. É nessa hora que ocorrem as divergências. O bom senso é o fator primordial para que a família estabeleça metas que atendam às necessidades coletivas e individuais. Todos devem ceder um pouco para que isso seja possível.

Angelita Scárdua: Conta conjunta é um problema, sempre é! Poucos casais têm maturidade e equidade suficientes para compartilhar a mesma conta. Eu diria que, a princípio, conta conjunta não é a melhor solução para gerenciar o dinheiro de um casal. Mas se essa for a opção, é aconselhável que o casal faça uma planilha detalhando toda a entrada e saída de dinheiro, tudo, mas tudo mesmo, sem exceções! Depois disso, o ideal é planejar: estabelecer prioridades de gasto e regras para a efetivação dos mesmos. É chato, nada romântico, mas só assim funciona.

9. Quando cartões de crédito são cortados: cada um deve ter o seu? De bandeiras diferentes? Os gastos devem ser divididos em cada cartão?
Cláudio Carvajal:ão é interessante ter muitos cartões, o que pode elevar os gastos com anuidades, por exemplo. É mais fácil administrar poucos cartões também. O casal pode adotar mais de uma bandeira para conseguir utilizar o cartão em todos os estabelecimentos comerciais. Normalmente, cada comerciante escolhe com que bandeira de cartão vai trabalhar, e para que o casal tenha acesso a todos os produtos e serviços é interessante ter mais de uma bandeira. Sugestão: O casal pode centralizar seus cartões de crédito na instituição financeira onde tem um relacionamento melhor (na instituição em que recebe seus rendimentos, por exemplo) e negociar isenção de anuidade e outras taxas, bem como a inclusão nos programas e promoções de incentivo como sistemas de pontuação e milhagem. Desde que a fatura do cartão de crédito seja paga no dia do vencimento e no valor total, o cartão de crédito é uma conveniência interessante.

Angelita Scárdua: Para um casal, quanto maior autonomia houver em termos financeiros menos chance existe de aborrecimentos futuros.o entanto, entre casais, autonomia não deve ser confundida com indiferença, egoísmo ou “cada um por si”. O gerenciamento das contas que são comuns: da casa, do casal, da família, deve ser decidido a dois, principalmente na forma de pagamento. Nesse caso, as despesas domésticas podem ser divididas nos cartões. No entanto, não podemos nos esquecer de que um casal é formado por duas pessoas distintas que, em grande parte, tem demandas e interesses próprios. Portanto, é saudável que cada cônjuge possa ser responsável pelas despesas que dizem respeito aos seus interesses particulares. Isso não quer dizer que as despesas pessoais de um cônjuge devam ser segredo para o outro.

10. Poupança e investimentos: é hora de rever o papel de cada cônjuge nesse quesito?
Cláudio Carvajal: A crise passa, mas não sabemos quando. A aversão ao risco que a maioria dos investidores sente é um fator que aumenta a cautela e ajuda a diminuir o risco do investidor, porém, ao mesmo tempo, pode cegar o investidor e impedir que ele aproveite oportunidades. Como os papéis das empresas estão desvalorizados agora, é possível que o investidor tenha um bom retorno comprando ações hoje e vendendo esses papéis quando a crise passar. É preciso estar disposto a arriscar e não precisar do dinheiro nos próximos dois anos, pelo menos. Para quem não quer arriscar e prefere proteger seu capital das oscilações, fundos de renda fixa passam a ser uma opção ainda mais atraente. Para quem pretende investir mais de R$ 20 mil, existem opções de CDB. Já quem poderá investir uma quantia menor, os fundos DI apresentam baixo risco e se os juros continuarem elevados podem trazer uma rentabilidade diferenciada. Há ainda a opção de investir em títulos do Tesouro Direto, que são títulos do governo. É uma boa opção para quem não tem muito para investir, e tem apresentado uma rentabilidade diferenciada para o investidor. Outra boa opção é investir em fundos de previdência privada, que devem proteger o investidor das oscilações do mercado.

Angelita Scárdua: Entendo que qualquer decisão deve ser amplamente discutida entre o casal, afinal é o futuro dos dois que está em jogo e, muitas vezes, esse futuro inclui também filhos. O papel de cada cônjuge nessa área deve ser pensado a partir de dados objetivos como: profissão, remuneração.

Imagem: “Dançando no Escuro” por Simon Cederquist, em 1x.com

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s