Felicidade

Por Valeria Batista

Para o site da Aspirina

Você quer alcançar a felicidade?

Felicidade: qualidade ou estado de feliz; satisfação, contentamento, bem-estar. É o que define o dicionário Houaiss, mas, na prática, é preciso esclarecer a diferença entre “estar feliz” e “ser feliz”.

A psicóloga Angelita Corrêa Scardua esclarecer que “estar feliz” está associado à alegria, uma sensação momentânea de prazer e bem-estar, que aparece quando conseguimos satisfazer algum desejo, como comprar um carro, casar, saborear a comida predileta ou encontrar um amigo que há muito tempo não vemos. O “ser feliz” implica na capacidade de saber lidar com os altos e baixos da vida, sem que isso atrapalhe a sensação de que a vida vale à pena.

“Ser feliz não significa não ficar triste e não ter problemas, mas define-se por uma abordagem positiva da vida, uma habilidade em concentrar forças para valorizar aquilo que é bom e superar aquilo que é ruim. Então, não podemos definir a felicidade sem falar de caráter e das virtudes que nos permitem viver uma vida plena e satisfatória”, explica Angelita.

Afinal, o que é a felicidade?

A felicidade é viver de maneira significativa, equilibrando o que somos e o que queremos ser; o que temos e o que queremos ter. “Muitas vezes, nossas vontades não se encaixam ao meio no qual vivemos, às relações que mantemos ou àquilo que fazemos e, assim, é impossível ser feliz. Conciliar as expectativas com os recursos disponíveis no momento pode nos ajudar não só a lidar com o estresse e frustrações, mas, também, a usufruir da experiência vivida”, revela a psicóloga.

Boa parte da nossa felicidade depende de fatores pessoais, de como avaliamos as experiências vividas, as lembranças que uma pessoa tem do passado, o quão feliz se sente com a vida presente e o quanto de esperança tem no futuro. O autoconhecimento, neste ponto, é essencial para avaliar o que a pessoa realmente gosta, o que é importante de verdade e, acima de tudo, não se deixar seduzir pelos apelos culturais. “Conhecer a si mesmo, aprender a aceitar as próprias limitações, a valorizar as qualidades pessoais, é um passo seguro para tornar-se mais feliz”, afirma Angelita.

“Essa dinâmica, que nos permite aprender e transformar a nós mesmos e o mundo a nossa volta, é que torna a vida humana atraente e significativa. Saber aproveitar esse processo nos faz mais felizes. Nada mais triste do que uma pessoa que não vive o momento, não desfruta do que cada fase da vida pode oferecer, vive apenas para os outros”, assegura a psicóloga.

Seja feliz hoje

Curta a família e tenha amigos. Os vínculos familiares propiciam momentos de acolhimento e intimidade que são fundamentais, favorecem a auto-estima e a autoconfiança. “Vários estudos demonstram que as pessoas que têm amigos vivem mais e melhor, adoecem menos e se recuperam mais rápido de problemas de ordem física e/ou psicológica”, conta Angelita.

Ame! Para a vivência da felicidade, os relacionamentos afetivos são de extrema importância. Compartilhe, divida, cuide, acolha, seja íntimo.

“Deguste” os momentos. De acordo com a psicóloga, exercitar os sentidos, apreciando aromas, sabores, gostos, texturas etc., favorece a liberação de neurotransmissores essenciais para a sensação de bem-estar e prazer. Esse conceito pode ser colocado em prática também com atitudes simples, como cumprimentar as pessoas, sorrir, divertir-se, brincar, ouvir música etc.

Seja bem-humorado. O bom-humor é condição indispensável para a felicidade e, principalmente, aprender a rir de si mesmo, das próprias falhas.

Valorize as pequenas coisas do dia-a-dia. “A vida acontece a todo momento. Às vezes, é fundamental mudar, investir naquilo que se gosta, nas pessoas que são importantes para você, buscar formas gratificantes de lazer, se cuidar. Tudo isso pode tornar o viver muito mais significativo e propiciar a tão sonhada felicidade”, revela Angelita.

Faça o que você gosta e goste do que você faz. Há poucas chances de alguém conseguir ser feliz sem ter satisfação com o trabalho que desempenha. “Se passamos a maior parte do nosso dia fazendo algo que não promove bem-estar e prazer, as chances de sermos felizes fica reduzida. A realização profissional só se torna viável quando fazemos o que gostamos e o que sabemos fazer bem feito”, diz a psicóloga.

Imagem: “O Caminho Dourado” por MsOne, em 1x.com

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