Investindo na Felicidade a Dois: Voltar-se para o outro

É comum que com o tempo os casais tornem-se indiferentes, ou seja, perde-se a preocupação com a presença do outro. O(a) parceiro(a) passa a ser encarado(a), e tratado, como um “objeto” da casa e não como uma pessoa que merece nossa atenção. O que as pesquisas mostram é que as pessoas envolvidas em casamentos felizes sempre demonstram consideração, interesse e entusiasmo pela presença de seus parceiros.

Mas como isso é feito? Como voltar-se para o outro? Ao contrário do que muita gente pode imaginar voltar-se para o outro não significa viver a vida do outro, não significa ficar em segundo plano, e muito menos significa fazer tudo o que o outro quer. Casamentos felizes não são feitos de duas metades, ou de uma pessoa inteira e sua sombra! Casamentos felizes são feitos com duas pessoas inteiras, que reconhecem suas prioridades, seus desejos, interesses e vontades. Somente quando nos reconhecemos integralmente somos capazes de ceder, doar, compartilhar, dividir e negociar sem perder a individualidade. Em geral, as pessoas que têm grande dificuldade de negociar interesses, são aquelas que não se sentem seguras quanto à própria capacidade de manter-se íntegra e coesa frente ao desejo e as pressões do outro. É por isso que a ideia de duas “caras-metade”, que se transformam em uma só pessoa no casamento, é uma falácia que só pode resultar em tristeza, mágoa, ressentimento e frustração.

Voltar-se para o outro, então, nada tem a ver com anular-se, mas com cultivar o respeito e o encantamento mútuo. Como? Atitudes simples podem ajudar a demonstrar o quanto ainda nos entusiasmamos com o(a) parceiro(a), por exemplo:

1. Parceiros voltados um para o outro buscam maneiras de ficar física e emocionalmente próximos, seja assistindo televisão lado a lado; fazendo as refeições juntos à mesa; comunicando-se ao longo do dia, por exemplo, ligando para dizer quando chega em casa; aproveitando a “passagem“ pelo outro na sala, na cozinha, no uso do computador, para trocar um beijo ou um abraço, ou mesmo um leve carinho, etc. É fundamental, contudo, que essa proximidade não signifique invadir os espaços do outro. Há pessoas que ligam para o trabalho dos parceiros para falar de problemas domésticos que podem ser tratados em casa. Isso é falta de respeito! Da mesma forma, é falta de respeito vasculhar caixa de mensagens e o celular do(a) parceiro(a). Proximidade física e emocional é uma conquista de dois, e não uma imposição de um.

2. Priorizar o relacionamento. Há pessoas que mesmo casadas continuam tratando a família de origem como a prioridade da vida delas. A opinião da mãe, do pai, dos irmãos – às vezes dos amigos – sempre é tomada como referência em detrimento da opinião do marido ou da mulher. Esse é o tipo de atitude que faz com que o(a) parceiro(a) sinta-se ignorado e desrespeitado. Se você não quer se sentir assim não há porque infligir isso ao outro. Uma vez que se optou pelo casamento é importante ter em mente que a construção da relação, e da (possível) família que daí surja, é do casal. Se duas pessoas não são adultas o bastante para discutir os seus problemas e encontrar soluções sem a interferência de terceiros, elas não deveriam estar casadas. Família deve ser apoio e não esteio.

3. Fazer coisas juntos, coisas que tragam diversão, contentamento e prazer à vida do casal. Não é o mesmo que fazer apenas o que um dos parceiros gosta! Estamos falando aqui do casal e não do marido ou da mulher. Um casal que investe na felicidade a dois, encontra atividades que sejam igualmente interessantes e agradáveis para os dois. Isso não significa que cada um dos parceiros não possa ter o seu rol de atividades prediletas. É claro que pode, e deve. A ideia aqui, a de voltar-se para o outro, é descobrir, e praticar juntos, coisas que sejam prazerosas para o casal. Por que isso? Porque ajuda a criar intimidade e cumplicidade. Porque cria um campo de interesse comum, e isso fortalece o vínculo, além de gerar assunto para conversas entusiasmadas. Além do que o prazer comum alimenta o encanto de um pelo outro.

4. Prestar atenção! Parece fácil, e é fácil! Mas a maioria dos casais não faz isso. Voltar-se para o outro implica ver o outro, enxergá-lo, ouvi-lo, senti-lo. Falar olhando nos olhos e evitar fazer outra coisa que exija a atenção quando o outro está falando com a gente ajuda muito. Recebê-lo(a) na porta quando chega em casa, levantar-se quando encontra com ela(e) fora de casa. Parece antiquado? Não é. É apenas gentileza, e ser gentil demonstra interesse e respeito pelo outro. Além do que não custa nada! Prestar atenção no outro também implica oferecer apoio, incentivo e suporte para os planos/sonhos que ele(a) tem. Aprender o que o outro gosta, com o que ele se importa, o que o faz se sentir bem e não, são formas de prestar atenção. Isso é voltar-se para o outro, e os casais felizes sabem disso.

Imagem: “Continuo te amando” por Thore Larsgard, em 1x.com

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