O Desapego e a Felicidade

Muitas vezes em nossa vida nos apegamos a algo, seja uma pessoa, um objeto, uma situação ou um lugar. Esse apego pode estar relacionado a um medo muito primitivo que carregamos conosco: o medo do abandono. Nós, seres humanos, estamos geneticamente programados para viver em grupo e nada nos assusta tanto quanto a idéia da solidão.

Uma forma de tentarmos evitar a solidão é nos mantendo conectados com tudo o que é conhecido e familiar. A mudança, o novo, coloca nosso cérebro em alerta, pois mudar implica risco de perda. Tememos a mudança porque não queremos perder aquilo que nos dá, ou nos deu, conforto e segurança. Sentir-se inseguro é sentir-se só.

Contudo, ao mesmo tempo que nossa segurança está associada à estabilidade das coisas familiares, nosso crescimento emocional e cognitivo depende de novas experiências. A transformação exige o abandono do que não nos serve mais, seja uma roupa, uma idéia ou um relacionamento.

Quando nos desapegamos de algo, criamos espaço em nossas mentes para o novo. É assim que nos abrimos para as experiências transformadoras, aquelas que nos ensinam que somos capazes de sentir, pensar e realizar coisas que nunca imaginamos antes. A plenitude da vida reside em sermos tudo o que podemos ser, e cada experiência vivida nos aproxima mais disso.

Originalmente publicado no Caderno Espaço Vida/Unimed-RS em Outubro de 2009

Imagem: “A Porta” por Suren Manvelyan, em 1x.com

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