A Felicidade e o Ano Novo

Comece o Ano Novo com uma vida nova, bem mais leve. Arejar todos os campos da vida é fundamental antes de iniciar uma nova jornada, diz psicóloga.

Por Vilmara Fernades – Jornal A Gazeta 31/12/2008

Antes de dar o primeiro passo é preciso fazer planos e estabelecer metas para a nova caminhada, além disso é preciso reduzir a bagagem. Livre-se da raiva, da preguiça, da falta de motivação e de amor próprio, da desordem na vida e, antes de tudo, na sua casa. Deixar esse peso para trás, no ano que se finda.

Arejar todos os campos da vida, psicológico,emocional e até físico – é fundamental antes de iniciar uma nova jornada. Quem afirma isso é a psicóloga Angelita Scardua, mestre em Psicologia Social. “As vezes carregamos bagagens que não trazem nenhum ganho, prazer, alegria ou satisfação. São apenas pesos

É nessa hora que você tem que definir o que realmente importa para ter uma vida plena. O que não se encontrar nessa categoria tem que ser descartado.

E não pense que é fácil. Vão ser necessários cortes doloridos e muita coragem para superar o apego. Pode parecer incrível, mas conseguimos nos apegar até aos sentimentos ruins.

Mude

Então, trate de liberar seu coração, sua mente, sua casa, sua vida de tudo que é limitador, que te impede de crescer. Ponha fim a conceitos como feio, velho, gordo, não aprendo, não gosto. Acabe com o hábito de deixar para depois as Soluções de problemas. Dê uma geral no seu guarda-roupa, na sua casa, no seu carro.

Todos temo talentos e limitações, o que é uma característica humana. Outra bela característica humana á a capacidade de mudar, de se adaptar a nova situações. E o bom da Vida é que podemos fazer escolhas. E do ponto de vista simbólico, a data é propicia. É o período em que tradicionalmente as pessoas fazem uma reflexão sobre a sua vida. Então, aproveite para fazer diferente.

Vista uma nova cor, procure um novo caminho, um jeito diferente de sentar no sofá, experimente um novo prato, viaje sozinho, vá ao cinema, faça um programa diferente. Faça coisas novas.

Dê a seu cérebro a possibilidade de experimentar, de criar novos espaços mentais, de fazer nova conexões. “É saudável para nosso cérebro, que gosta de diferenciação. E é importante ampliar a perspectiva e a percepção que temos do mundo, da vida, das pessoas, de nós mesmos“. Você vai descobrir que é capaz do inimaginável.

Mas é bom não esquecer que a vida é uma só, e você está sempre seguindo em frente, observa Mauricio Abdalla, filosofo e professor da Universidade Federal do Espírito Santo.

“É preciso ter em mente que vivemos em sociedade, que nossas vidas também dependem do outro, e que neles nossa ações podem repercutir”. Um cuidado que devemos ter ao descartar e traçar novas metas para nossas vidas.

Deixe Para Trás o Que Incomoda Você

Não é fácil se livrar do que impede o seu crescimento pessoal. Um caminho pode ser a elaboração de metas. Veja como defini-las:

Avaliação:

Confira o que é mais importante para a sua vida. Tire o que não trás benefícios, o que te deixa triste, infeliz, o que não te faz crescer. Dê a você a oportunidade de abrir espaço para novos sentimentos, novas realizações, novos objetivos. De ousar, de ser diferente.

Escreva:

Ponha no papel quais as suas expectativas e quais as chances de atendê-las.

Desafios:

Metas precisam conter desafios que possam ser alcançados, de acordo com seu recursos e potencialidades. Não adianta planejar o que não se pode alcançar, seja por características pessoais ou pelas condições ambientais. Se deseja mudar seu manequim, não estabeleça emagrecer 10 quilos em um mês. É preciso se razoável. .

Etapas:

Divida suas metas em etapas, com prazos e métodos, que precisam ser cumpridos, mas sem grandes expectativas para não haver frustações. Otimismo é importante, mas é preciso ser realista.

Equilibrio:

Não empenhe todos seus esforços na meta. Ela não é a sua vida. Não esqueça da família, da diversão.

Suas conquistas não vão compensar o que perdeu. Prioridade não é monopólio. O segredo é o equilíbrio.

Variedades:

Lembre-se que seu cérebro gosta de variedades, informações diversificadas para liberar mais substancias ligadas ao prazer. Estabeleça propostas diversificadas e, o mais importante, não deixe de viver.

Renovação tem que começar em casa, no seu guarda-roupa

A regra é gozar tudo o que se tem; é vestir, utilizar, apreciar, curtir e doar o que não tem uso.

O maior desafio para pôr em pratica o desapego está dentro de casa. A faxina geral e o descarte do que não é mais necessário ou não está sendo usado deve começar em seu guarda-roupa, em sua casa. Mas a carteira e a bolsa não devem ser esquecidas.

A regra básica é gozar de tudo, utilizar, apreciar, curtir.

Grande parte da população compra sem medida, sem critério, por impulso. Abarrota seu lares com quinquilharias sem utilidade e que não condizem com a sua personalidade, não expressam suas expectativas e sonhos, nem, sequer, com o que realmente pode gerar prazer e satisfação para suas vidas.” Diz Angelita. Exemplos não faltam, quem não tem um colcha, uma roupa, um terno perfeito, novo guardado, para aquela ocasião especial, certa.

Comece a promover uma limpeza geral em sua vida. “Mas faça disso algo prazeroso, divertido”. Não transfira essa atividade para sua empregada. Faça você mesmo e aprenda a encontrar seus espaços, seus novos espaços.

Dê Uma Geral Em Sua Casa

Atitude: A organização começa pela atitude, a coragem de se renovar e inovar. Quando se organiza, inventa, transforma, e principalmente, sente prazer nas coisas que se tem.

Uso: Não conserve objetos e peças que não lhe dizem nada, que não combinam com sua casa, que não tem função. A regra é básica: o que não usa de vê ser doado, vendido, reciclado.

Fotos: As coleções, devem estar organizadas, disponíveis para serem vistas, em vez de escondidas em armários.

Agilidade: Não deixe para depois a solução de pequenos problemas, para que não se acumulem, como os parafusos que precisam ser apertados, a limpeza de um cantinho da parede….

Velho: Dê um fim na panela velha, na roupa velha, na roupa de cama remendada, nos pijamas com cara de usado.

Novo: Tire do armário o jogo de panelas, as roupas de cama maravilhosa, o aparelho de jantar. Coloque tudo o que é novo em uso.

Aperto: Acabe com o aperto em sue guarda-roupa. Separe por cor, itens, textura e cumprimento das peças. Deixe os acessórios em um lugar visível e não guardados em caixas e gavetas mais escondidas. Eles é que dão o acabamento ao visual, portanto devem estar a mão.

Vantagens: Com o armário vazio você enxerga melhor o que tem e não usa apenas o que visível. As roupas amassam muito menos e duram mais. As peças não caem na sua cabeça, e não tem que passar horas procurando o que precisa ou acabar comprando o que já tem.

Lema: Tudo o que tenho uso. Se não uso, dôo, vendo, transformo.

Lembre-se:

A Cada ano que passa, nosso cérebro nos mostra que a vida está passando e que temos um prazo de validade.

Cada ano, cada mês, cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo representa uma nova temporada, representa a esperança de que podemos ser melhores. É preciso acreditar, ponderar as escolhas que são feitas, e tomar as atitudes necessárias, para que possamos aproveitar melhor a vida.

Fonte: Psicóloga Angelita Scardua

Imagem: “Viajante” por Radu Lazar, em 1x.com

4 comentários sobre “A Felicidade e o Ano Novo

  1. Olá Angelita , tomei conhecimento de você atraves de um amigo o Felipe Salles , vi que você foi muito bem comentada por ele , e agora estou curioso para conhecer seus trabalhos.
    Obrigado e uma ótima noite.

  2. Bom dia, Angelita!

    Agradeço visita ao meu blog(coisasdelelia) realizada em 11/12/2009, no qual possuo transcrito um texto de sua co-autoria.

    Parabéns por este blog.
    Abraço,
    Lélia

  3. Olá Uinder,
    Felipe adora uma propaganda, não é não? Penso que ele deveria fazer publicidade ou relações públicas…muitos talentos…Rs!
    Agora, falando sério, seja bem-vindo Uinder! Espero que você aproveite a visita.

  4. Olá Lelia,
    eu não me lembrava de ter visitado seu blog antes de você deixar esse comentário. Agora, entretanto, eu já o visitei e gostei muito da sua proposta. Adoro decoração e arquitetura. Naqueles conflitos adolescentes sobre que profissão escolher eu até pensei em ser arquiteta, já que quando criança eu vivia desenhando casas, plantas, fachadas e interiores. Cheguei a fazer o ensino técnico em Desenho Arquitetônico – isso nem existe mais, né?… É assim que a gente entrega a idade…:-)! Desisiti da arquitetura por causa dos cálculos, afinal, naquela época não existia esses programas maravilhosos que existem hoje. Um típico caso de pessoa certa, lugar certo, hora errada…:-)
    Seja bem-vinda, Lelia, sempre!

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