Ame muito! A sua saúde agradece…

Por Priscilla Thompson – Jornal A Gazeta – 19/12/2010

O que fazer para ser feliz para sempre ao lado da pessoa amada? Como conquistar exatamente quem desejamos? A ciência pode não ter encontrado, ainda, a “fórmula do amor” nem ter respostas fáceis para perguntas como essas, mas, com a ajuda da Psicologia e da Biologia, ela já foi capaz de provar que, independentemente do que nos leva a amar, estar junto de alguém faz, sim, muito bem à saúde.

Não é à toa que a companhia da pessoa amada traz aquela sensação inexplicável de conforto e paz. Mais seguro e tranquilo, nosso organismo dá respostas que conseguem reduzir até mesmo os níveis de estresse, ansiedade e as chances de desenvolver doenças, como depressão e hipertensão.

Tudo isso acontece porque, quando amamos, o corpo libera hormônios que dão sensação de prazer e relaxamento. São eles, inclusive, que nos fazem querer estar sempre juntos do outro. E é graças a essa sensação de bem-estar que podemos viver mais e melhor quando temos uma companhia amorosa.

Diversos estudos já relacionaram o casamento ao controle da ansiedade, à maior felicidade e até mesmo à redução de idas ao médico por parte dos casais. “Mas não basta estar junto de alguém, viver sob o mesmo teto. Temos que  nos sentirmos satisfeitos com a relação”, alerta a psicóloga Angelita Scardua, especialista em felicidade.

A companhia de outros membros da família e de amigos também é fundamental, vale ressaltar, mas é a relação a dois que garante tudo de que o corpo necessita: carinho, toque, confiança e intimidade.

“O relacionamento amoroso traz estabilidade emocional, e viver bem com as próprias emoções ajuda o equilíbrio hormonal, que influi consideravelmente no fortalecimento do sistema imunológico”, diz Angelita. Estamos ainda no mês das noivas, e nada melhor do que alguns motivos a mais para se empolgar com a ideia de casar, certo?

Um estudo feito na Alemanha indicou que o risco de mortalidade de uma mulher casada com um homem entre sete e nove anos mais jovem aumenta 20%. Por outro lado, um homem que tem uma parceira entre sete e nove anos mais jovem reduz o seu risco de mortalidade em 11%. As chances de mortalidade aumentam apenas quando a parceira é mais velha

Entre as mulheres que apresentam problemas cardíacos, as que possuem níveis mais altos de estresse no relacionamento afetivo têm três vezes mais chances de ter outro ataque cardíaco do que as que se sentem satisfeitas com seus relacionamentos. Esse foi o resultado de um estudo norte-americano realizado em 2000. Anos depois, outro estudo mostrou que os casais que conseguem lidar de forma menos agressiva e mais colaborativa com os conflitos do relacionamento apresentam menor índice de doenças coronária.

Os benefícios de uma relação duradoura e estável

Que amor não é a mesma coisa que paixão, todo mundo sabe. Mas, até mesmo na hora de entender os benefícios de um relacionamento para a saúde, saber diferenciar um sentimento do outro faz todo sentido. Afinal, uma relação duradoura e estável, como o casamento, pode nos trazer ainda mais benefícios do que a simples paixão.

É que, quando estamos apaixonados, ainda sofremos com ansiedade e tensões naturais da incerteza. “Mas, quando o sentimento se consolida, a pessoa se torna mais segura e confiante, capaz de assumir papéis mais consolidados e viver melhor”, explica o psicólogo Ailton Amélio da Silva, autor dos livros “Relacionamento Amoroso: Como encontrar sua metade ideal e cuidar dela” e “O mapa do amor”.

É também na companhia de outra pessoa que, muitas vezes, encontramos os estímulos necessários para melhorar a saúde, como cuidar do corpo e da aparência, fazer exercícios físicos e melhorar a alimentação.

A saúde que só o amor constrói

– Serotonina está associada a experiências que envolvem alegria, prazer, felicidade e relaxamento. Está ligada também ao prazer sexual.

– Dopamina também é responsável pelo prazer, relaxamento e, principalmente, excitação. Está ligada ao desejo e, portanto, à atração física.

– Oxitocina é responsável pela sensação de bem-estar e está envolvida na estimulação qe sentimos para repetir um ato prazeroso. Geralmente está relacionada ao estabelecimento de laços afetivos duradouros

As sensações proporcionadas pela ação desses hormônios reduzem os níveis de estresse e, consequentemente, beneficiam o sistema imunológico como um todo. Quanto mais forte é a ligação do casal e mais seguro é o relacionamento, maiores são os benefícios para o corpo, porque, diferentemente da paixão, o amor traz segurança, confiança e tranquilidade, aumentando a autoestima e diminuindo o estresse

A atuação dos hormônios, o equilíbrio emocional e a sensação de prazer oferece benefícios diretos à saúde, como:

– Melhor controle da pressão arterial e do fluxo sanguíneo

– Menor risco de depressão

– Melhoria do sono, da pele e dos cabelos

– Maior capacidade de controlar a dor

– Menor ansiedade

– Maior longevidade

Pílulas

Se para as mais jovens o inconveniente do sedentarismo é a barriguinha, para as mais velhas também pesam os problemas de saúde. Um estudo da Faculdade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, dividiu 54 mulheres em grupos: sedentárias ou praticantes de atividade física de baixa intensidade na faixa de 20 ou 50 anos. Os impactos negativos foram mais visíveis nas mais “experientes”: as sedentárias sofreram aumento do índice de massa corporal (IMC), de massa corporal gorda (MCG) e da circunferência dos quadris, da cintura e do abdômen. Já as fisicamente ativas apresentaram redução dos mesmos índices.

Moreno, alto e disputado

Se você tem uma queda por homens altos, a ciência explica. Pesquisadores perguntaram a voluntários se estavam felizes em seu relacionamento. Viram que os mais altos eram mais satisfeitos e menos ciumentos. Mas, se o casamento com um grandão é feliz, pode ser também tenso. “Esses homens tendem a ser saudáveis e atrair mais mulheres. Então, não têm tanto medo de perder a parceira”, diz a pesquisadora Gayle Brewer.

Abóbora magra

Além de protagonistas das festas de Halloween, a abóbora também tem seu papel de destaque na saúde. Rica em ferro, potássio, antioxidantes das vitaminas A, C e E, ela é um alimento nutritivo que faz bem ao funcionamento do organismo, para a pele, para a visão e é um excelente amigo do coração. Nesse último caso, a vitamina E presente nas sementes ajuda a baixar a pressão sanguínea, e a vitamina C reforça a parede das artérias.

Ignore as guloseima

Pode parecer loucura, mas, da próxima vez que você ouvir um chocolate chamar o seu nome, saia para caminhar. Em um estudo do periódico Appetite, pessoas que andaram durante 15 minutos tiveram uma diminuição de 12% na vontade de devorar a guloseima. Mas só tome cuidado para não passar em frente a uma vitrine de doces suculenta e tentadora no seu percurso. Pode ir tudo por água abaixo. Respire fundo e pense que “menos é mais”.

“A abóbora tem um valor energético muito baixo (a do tipo moranga tem 12 calorias por 100g) por ser muito rica em água – que chega a 93% de seu conteúdo. Ela também ajuda aqueles que desejam manter o peso, já que tem grande concentração de fibras, que promove a saciedade e auxilia no funcionamento do intestino” – Anna Castilho – nutricionista

80 calorias

É a quantidade de calorias presentes em frutas, como a banana, mexerica, frutas vermelhas, damasco seco, laranja e goiaba vermelha, aliadas da dieta. Elas são ótimas para serem consumidas entre as refeições – com moderação – para ajudar a acelerar o metabolismo. Cinco unidades de damasco são suficientes.

Imagem: “Batida do Coração” por Blackmetal, em 1x.com

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