6 Ajustes para levantar sua relação

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Não deixe a convivência corroer os alicerces de seu relacionamento. Siga nossas ferramentas e… pra cima com a viga, moçada!

Por Marjorie Zoppei – Revista Men’s Health

Você pode ter uma namorada, uma ficante, uma companheira… Não dá outra: depois de algum tempo, começam as discussões. A boa notícia é que conflitos são saudáveis. O problema é quando os estorvos são silenciosos e, de pouco em pouco, contaminam a história do casal. Um descontentamento jogado para baixo do tapete, um sapo engolido a seco… Resultado: ansiedade em mão dupla e parceiros se sentindo sozinhos em uma vida a dois. “As pessoas acreditam que abrir os próprios descontentamentos pode gerar um conflito ainda maior”, explica Viviane Poubel, sexóloga e diretora da clínica Urogin, em Brasília (DF). Acredite, o diálogo é a melhor saída. Afinal, problemas todos têm, assim como têm que saber lidar com cobranças, ciúme e rotina. Um ajuste aqui, outro ali e o relacionamento funciona legal. A gente indica as ferramentas para você trocar o óleo mais vezes.

1. Vocês não se desligam do smartphone

Um e-mail do trabalho apita. O amigo começa um bate-papo pela rede social. Mensagens de texto pipocam. A turma do futebol posta uma foto – e linka seu nome. E você fica mais entretido com os acontecimentos virtuais do que com o jantar que está rolando com sua parceira. “É um círculo vicioso, pois acalma a ansiedade social. Mas essa satisfação toma um tempo que deveria ser dedicado ao casal”, diz o psicólogo Oswaldo Rodrigues Junior, do Instituto Paulista de Sexualidade.

SAIA DESSA Volte para o mundo real! Sim, aqui as contas ainda precisam ser pagas, o trânsito está cada vez mais caótico e sua parceira pode não esperá-lo mais com os braços abertos. Tanto que 9% das mulheres* reclamam que esse grude com o smartphone é o que mais as deixam irritadas com o parceiro. “Crie uma regra – e cumpra! Assim que chegar em casa, desligue o celular e a internet por uma hora e aproveite exclusivamente esse tempo com a parceira”, indica Viviane. Mas combine com ela que cobranças sobre lavar a louça ou colocar o lixo para fora também estão vetadas durante estes 60 minutos. E que ela também deve evitar cair nas redes.

2. Cada um cuida do próprio umbigo

“Estamos cada vez mais individualistas, querendo competir e vencer em diversos setores”, diz Jussania Oliveira, terapeuta sexual de São Paulo e consultora da MH. Claro que, depois de tanto esforço, seja no trabalho, seja como parceiro ou como pai, o homem quer uma recompensa. Aí começa o pensamento do “eu mereço”: merece sair a hora que quiser, com quem quiser e voltar a hora que quiser. Isso não implica, de fato, a traição em si. É só a necessidade de viver por alguns momentos a vida do jeito que bem entender.

SAIA DESSA De fato, você merece. Mas desde que esse mérito não afete a vida da parceira. “Se parar para analisar, vai perceber que essa situação o faz viver solteiro em um relacionamento: vocês estão sob o mesmo teto, mas desrespeitam a decisão de viverem como casal”, diz Viviane. Isso faz com que andem em caminhos diferentes. Você deve ter seus momentos sem a parceira: sair para beber com os amigos, reunir-se para uma pelada ou até degustar um momento de solidão. Ela também, diga-se. “Aí entra a inteligência de vocês em saber viver a dois”, diz Viviane.

3. O carinho é só no sexo

“Muitos casais só se tocam na hora do sexo. Fora da cama são frios, não demonstram carinho, não andam de mãos dadas, não se abraçam, nem se beijam”, diz Angelita Scardua, psicóloga especialista em felicidade, da Universidade de São Paulo (USP). Ora, como o sexo pode ser envolvente se a intimidade do casal está por um fio?

SAIA DESSA Infelizmente, não existe receita de sucesso. Mas você pode repensar esse quebra-cabeça: “Ter uma vida a dois é compartilhar, trocar, se doar, dar e receber prazer”, diz Jussania. Então, invista no contato físico. Lembre: o sexo começa muito antes de irem para a cama. Dê um beijo de bom-dia na parceira, aconcheguem-se no sofá, reservem tempo para conversar. “Estreitar os laços emocionais ajuda a entender como se pode oferecer prazer.”

4. A rotina está pesada

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que três entre quatro mulheres consideram a rotina estressante – e culpam o marido por isso. Você também deve ter suas queixas sobre a parceira. Conciliar tarefas domésticas, filhos e trabalho não é fácil. “Amarradas às responsabilidades, algumas pessoas se sentem obrigadas a cumprir funções no relacionamento, como fazer sexo”, diz Angelita.

SAIA DESSA Chacoalhe a mesmice. “A rotina pode ser uma boa. Ela traz a sensação de fazer parte de uma relação segura.” Por exemplo: guarde as quintas-feiras para cozinhar a dois e curtir um bom vinho. Isso é rotineiro, mas fundamental para a vida a dois em longo prazo.

5. As cobranças são constantes

As vezes, o relacionamento é contaminado por uma angustiante insatisfação e negativismo. E isso reflete no modo como você passa a enxergar sua mulher: uma rabugenta reclamona. “Nessas horas, você acredita que tem a razão do conflito e que o motivo do seu descontentamento é a parceira, que ela é quem não faz a coisa certa”, diz Rodrigues Junior. “É comum achar que o outro é responsável pela sua infelicidade”, comenta Angelita. “Em geral, a insatisfação e o pessimismo são muito mais um empecilho individual do que do casal.”

SAIA DESSA Olhe para dentro e avalie se tanto pessimismo é porque você anda frustrado com outras áreas da sua vida, como o trabalho e o que planeja para seu futuro. “Equilibre suas ambições e veja se não está criando expectativas irreais para sua vida conjugal”, diz Jussania. Depois, é preciso aprender a lidar com suas frustrações e rever como você age e trata sua garota. Não adianta soltar os cachorros na primeira discussão. Respire fundo e tente avaliar se ela tem razão para tantas queixas. Agora, se a pessoa negativa é a parceira, nunca assuma a responsabilidades dos problemas dela ou tente cobrir os buracos para satisfazê-la. “É uma tarefa ingrata, mas dessa forma você não permite que ela se veja como vítima da história”, afirma Angelita.

6. O ciúme virou neurose

“Em geral, desconfiança excessiva está vinculada à baixa autoestima, em que o ciumento não se acha bom o suficiente para a outra pessoa”, explica Angelita. Por mais que o ciúme não tenha justificativa aparente, tanta minhoca na cabeça dela repercute em seu comportamento. Com medo de que ela faça um escarcéu, você conta uma mentirinha aqui, esconde quem é a turma da happy hour etc. “E com isso vêm mais cobranças, que dificultam a comunicação do casal”, diz Rodrigues Junior.

SAIA DESSA Converse e procure saber de onde vem a insegurança dela. O que não significa “tentar convencer a parceira com seu ponto de vista”. Leva um tempo para afinar a sintonia no casal. É preciso resgatar o sentimento de cumplicidade e a confiança do início do namoro. Para ajudar a parceira a combater essa roubada do ciúme, dê doses extras apoio e carinho. “Quando homem e mulher se sentem unidos, a relação flui naturalmente”, pontua Viviane.

* Enquete realizada com 269 mulheres no site da NOVA entre 20 e 24 de maio.
** Enquete realizada com 431 leitores no site da MEN’S HEALTH entre 9 e 24 de maio

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